O jornal Folha de São Paulo publicou, no último dia 8, uma reportagem bastante negativa sobre o CV Lattes do CNPq, questionando sua credibilidade. Leia manifesto da SBI (pdf) a favor da plataforma, iniciativa pioneira do Brasil. A Plataforma Lattes permite o acesso fácil aos Curricula das pessoas envolvidas com ciência e tecnologia no Brasil. Ela representa um avanço importante na identificação de indivíduos atuantes nos diversos campos, na busca de especialistas e permite um mapeamento da nossa capacidade científica. Ademais, ela é um mecanismo de transparência na avaliação da produção científica brasileira. É tão marcante o avanço da Plataforma Lattes, uma iniciativa pioneira do Brasil, que vários países a têm utilizado nos seus sistemas nacionais de ciência e tecnologia. Vemos, assim, com preocupação que a credibilidade deste valioso instrumento seja questionado pela existência de fraudes. Há já algum tempo, o CNPq exige que o responsável pela informação prestada no Lattes assuma o compromisso legal pela fidedignidade dos dados. As fraudes na Plataforma Lattes, assim como em qualquer outro campo, devem ser combatidas. O esforço no combate às informações no Lattes é realizado constantemente pela própria comunidade científica que denuncia as impropriedades encontradas. Este aspecto reforça a importância de um instrumento público de fácil acesso. Os erros podem ser detectados por mais indivíduos que se os dados estivessem disponíveis a um número restrito de pessoas. Registramos, ainda, que instrumentos de conferência automática de dados, como a realizada com a base de dados da CAPES para as informações da pós-graduação e com bases internacionais para os artigos científicos, foram agregadas recentemente, o que aumenta a credibilidade dos dados disponíveis. A necessidade da Plataforma Lattes para o adequado crescimento da ciência e tecnologia no Brasil é indiscutível. Reafirmamos a nossa confiança nas medidas que o CNPq tem tomado para reduzir os problemas detectados nas informações disponíveis sobre quem faz ciência no Brasil. Não nos resta dúvida que a comunidade científica brasileira é formada na sua imensa maioria por indivíduos que apresentam dados corretos nos seus trabalhos e nos seus curricula. Salvador, 08 de julho de 2009 |